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sexta-feira, fevereiro 12, 2010

voltei voltei

triste baralhada e confusa mas voltei


Ja não vinha cá escrever desde o ano passado, bolas

sexta-feira, agosto 21, 2009

sábado, setembro 27, 2008

E porque há mesmo das assim


Infinite Down - Zita Swoon

Alone

In my home

I left a party early tonight

The crowd was too loud

Can't stand their minds and their cheers

I can't stand their records in my ears



Like a little girl with her mammie's make up

I'm trying hard to be brave

I'm lying flat on the bed

My heart is heavy as lead And I don't like these shoes

Lord, I got to find me somebody

I got to find me a friend

I got to undo the consequences of all the months I spent

All by myself



People tell me come what may

But what's the price to pay

For fooling around?

They tell you what to do

But when I'm missing you

They're never around



I'm running out of patience

but most of all I'm running out of luck

The time it takes to break up is much longer than the little time

You look

To do me good



Alone

On the phone

Lord, Somebody's talking to me

But i don't seem to hear

My world is fading to black

Oh how I want you back

I almost hit a lady at the store today

She was laughing so loud

She sucked my soul from me

But i just ran out of there

And I kept running for miles

Until I finally tripped back into the hell of this house

I'm so lonely I can't eat or sleep

I'm so hungry for you love and it makes me sick to be

My inside's shaking like a leaf on a tree

I can't even stand on my own...



People tell me come what may

But what's the price to pay

For fooling around?

They tell you what to do

But when I'm missing you

They're never around



People tell you come what may

But what they never say

Is coming around

They all tell me don't be blue

But I'm not blue for you



It's an infinite down

It's an infinite down

It's an infinite down

It's an infinite down

It's an infinite down

Mais sorrisos

O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

domingo, maio 11, 2008

Sorri


Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Charles Chaplin

quarta-feira, junho 20, 2007

Um sorriso na cara


Vou sair a porta da rua com o coração ao alto, a segurar o fio, e o meu coração a rir lá em cima. Amanhã, vou dizer bom dia a toda a gente. Não interessa que ninguém responda, não quero saber.

Depois, quando for almoçar, vou sentar-me num jardim, onde as crianças brinquem e os ve-lhos joguem às cartas, e vou contar as folhas novas e os rebentos que começam a nascer.

Amanhã, quando alguém falar comigo, vou ser doce como mel e afável como um gato aninhado à lareira. Amanhã, vou reparar em cada um dos pormenores do caminho que faço todos os dias e nunca vejo nada, nunca reparo em nada.

Vou olhar as roupas estendidas nas cordas, a dançarem ao vento. E imaginar quem lá mora, e sonhar a vida por detrás das cortinas.

Vou apanhar o eléctrico 28, para poder lamber Lisboa. Para saborear os cheiros e espreitar as praças e ruelas. Vou fechar os olhos quando o eléctrico descer a caminho da Baixa,a caminho do rio, e sonhar que vou mergu-lhar no Tejo e falar com os peixes e encontrar caravelas perdidas e sereias encantadas.

Amanhã, vou escolher com cuidado e desvelo a roupa que vestirei. Vou pôr um lenço garrido ao pescoço, vestir um vestido com flores.

E depois, quando o final do dia abordar a cidade, vou sentar-me num café, ali para o Castelo, ou em Santa Catarina, e saborear um gelado, mesmo que esteja frio ou chova.

E depois, quando finalmente meter a chave à porta, cansada e saciada, não vou mais chorar por a casa estar vazia e morta sem ti.

Luisa Castel-Branco