sábado, novembro 19, 2005

O fenomeno da musica alternativa em Portugal





Aproposito da vinda dos Sigur rós a Portugal e de um artigo do Cristiano Pereira publicada hoje no JN, resolvi tambem escrever sobre o fenomeno de culto da musica alternativa em Portugal.

Há bandas que são de culto no nosso pais, casos como os dEUS, Sigur rós, ColdPlay,só estou a dar exemplos de bandas que estão prestes a (re)visitar o nosso pais e movimentam grande nº de fans dedicados, (não é por acaso que volta e meia as bandas estão cá - já se sabe que o portugues quando gosta demonstra e de que maneira). Eu cá, gosto de começar por conhecer o que ouço na radio (venias ao Nuno Calado e ao Antonio Sergio por influenciarem os meus gostos musicais) e depois de conhecer o single, vou à net pesquisar qualquer coisa. É assim que tenho conhecido algumas bandas que gosto muito.
Como eu ja reparei que há muita gente a pensar como eu !!!



Os Sigur Rós, que hoje regressam uma vez mais a Portugal (Coliseu do Porto; amanhã no Coliseu de Lisboa), são um dos exemplos das bandas amadas em Portugal. Há, indiscutivelmente, um culto à volta da formação.
É para mim um dos conceertos mais aguardados de 2005 estão no nosso pais para apresentarem "Takk", o quarto disco de uma carreira que nos últimos anos tem feito as delicia das audiências em toda a Europa. Têm uma musica diferente (nada de Pop ou rock - Uma coisa assim mais melodiosa de onde se notam as influencias de nomes como Cocteau Twins, Spiritualized, Godspeed You Black Emperor.




Os ColdPlay Formados em Londres, em 1996, por Chris Martin, Johnny Buckland, Guy Berryman e Will Champion, alcançaram o sucesso logo no seu álbum de estreia. “Parachutes”.Lançado em 2000, atingiu o topo das vendas britânicas e americanas e mais de 5 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Alcançaram diversos prêmios, como o Brit Awards, o New Musical Express, e um Grammy de "Melhor Álbum Alternativo". Em 2002, saiu o segundo ao álbum, "A Rush of Blood to the Head", com a crítica especializada já tendo a banda como vértice principal do rock alternativo. Depois de passarem em Portugal no inicio do mes aquando a entrega dos MTV-EMA, voltam na quarta feira ao nosso pais para promover o seu mais recente album "X&Y". Um concerto esgotado há já algum tempo e que se espera memoravel






Os dEUS
São uma das minhas bandas de eleição (juntamente com os Zita Swoon e os Millionaire, as minhas 3 bandas perferidas do circuito alternativo de Antuerpia)
No proximo mes de Dezembro voltam a Portugal para apresentar o mais recente disco de originais, intitulada «Pocket Revolution». (4 e 5 na aula magna em Lisboa e dia 6 a banda belga desloca-se ao Porto para tocar na Casa da Música. Formados em Antuérpia, em 1991 os dEUS começaram o seu percurso como banda de covers mas rapidamente evoluíram num projecto original, com influências da folk,jazz, punk e rock progressivo.
«Worst Case Scenario», o primeiro álbum da banda, foi lançado em 199 e recebeu excelentes críticas, sobretudo devido aos temas «Suds and Soda» e «Via».Em 1995, o grupo edita «My Sister, My Clock» e em 1997, já com novo guitarrista, «In a Bar, Under the Sea».«The Ideal Crash», editado em 1999, eleva os dEUS ao estatuto
mainstream, provou ser o «álbum mais coeso dos DEUS até à data». O grupo desenvolveu uma reputação devido aos temas "Instant Street" "Sister Dew" e "The Ideal Crash".Durante um interregno que durou quatro longos anos e terminou em 2004, os elementos da banda dedicaram-se a projectos paralelos. Tom Barman (vocalista) escreveu, realizou e compôs alguns temas do filme «Any Way the Wind Blows», para além de ter feito uma digressão a solo e ter actuado como Dj em vários clubs. Entretanto,a banda sofreu algumas modificações Danny Mommens saiu, dando lugar a Alan Gevaert(baixista) está neste momento com o projecto electropop "Vive La Fête", que já foi reconhecido pela imprensa e público em geral. O baterista Jules De Borgher, foi substituído por Stephane Misseghers (ex-Soulwax),e o guitarrista Craig Ward deu o lugar a Mauro Pawlowski enquanto os restantes membros dedicaram-se a outros projectos, na sua maioria, familiares.

Sem comentários: