terça-feira, fevereiro 07, 2006

Porto-Braga (O artigo do Jogo diz tudo)

Cinco minutos de castigo






Já toda a gente teve uma discussão em casa, daquelas que deixam no ar uma tensão tristonha, indisfarçável. Foi nesse ambiente que o FC Porto regressou ao Dragão, na ressaca da tentativa de agressão ao treinador, após o empate em Vila do Conde, que levou a SAD a suspender todos os apoios à principal claque. Os SuperDragões foram, ontem, menos do que o costume, no topo Sul, porque, em consequência da ruptura, deixaram de ter acesso facilitado ao recinto. Ser dos "Super" já não vale bilhetes mais baratos e só mesmo sócios do clube puderam entrar. Cerca de 500 transpuseram a porta 9 e colocaram-se nos lugares habituais, de bandeiras em punho, mas, aos cinco minutos de jogo, viraram costas ao relvado e calaram-se. No topo Norte, o Colectivo imitou-os, solidário num gesto a que as três claques do Braga deram visibilidade: de repente, só se ouvia gritar pelo adversário e, nessa altura, o estádio inteiro percebeu que estavam a tentar passar uma mensagem. Percebeu e reprovou, com uma monumental assobiadela. Para mostrar que a condenação não era só da boca para fora, o Dragão deu o exemplo e uniu-se para fazer de claque. Nos topos, os habituais protagonistas desse apoio roíam-se de vontade de olhar para o relvado, onde, mesmo com três defesas, o FC Porto jogava que se fartava. Um vislumbre por cima do ombro aqui, uma espreitadela pelo canto do olho acolá e, ao fim de cinco minutos, o protesto terminou. Para alívio geral. Os SuperDragões voltaram a ser a voz azul e branca, as bancadas lá perdoaram e, o melhor de tudo, a equipa continuava a jogar bem. De repente, o estádio estava todo a vibrar com o jogo; eram 35 mil, mas parecia que estava cheio; ainda com a tensão à flor da voz, é certo, mas predisposto à reconciliação, carimbada com mais um golo de Lucho e, muito antes disso, assegurada pelo árbitro. Unidos, também, pelo Paixão, os portistas dedicaram-lhe a maior vaia da noite, ainda ao intervalo. A dois minutos do fim, o Braga marcou de penálti e os dragões voltaram a dividir-se. No topo Sul, agitaram-se lenços brancos, à espera que o Braga desse a Adriaanse o mesmo destino que, em tempos, traçou para Octávio Machado e Victor Fernandez. No final do jogo viram-se mais uns poucos, mas os assobios finais foram mesmo para Bruno Paixão.

Jornal "o Jogo" 06-02-07

Eu só tenho um comentario a acrescentar. Grande jogo, com 2 pessoas a inventar Bruno Paixão (o fora de jogo do lance do penalti vesse a Kms) e Co Adriensen (Só este senhor para achar que o Bruno Alves é jogador para o Porto , e as subsituições que faz pecam por tardias - Onde estavas Lisandro Lopes?)
De resto e ao contrario do meu pessimismo, correu às mil maravilhas, Sou contra algumas ideias mas não sou contra o apoiarem o clube (ali ainda há muita gente boa)

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